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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

27° semana

Então que eu já sou uma pessoa naturalmente inquieta e pensativa, imagina grávida.
Aquela ansiedade estava me incomodando e não fazia parte de mim, pelo menos não da Tamires Gestante, era algo antigo, algo que preciso curar e trabalhar, algo que eu não quero que faça parte do meu presente.
Só que eu estava tentando driblar esse sentimento, ao invés de ir de encontro a ele e entender o que o estava causando. E então que, conversando com a minha doula e amiga de coração (que não poderá me acompanhar no parto mas é a pessoa que sempre esteve mais próxima a mim, desde o momento tentante) ela me falou algo que fez todo o sentido. Eu estava até algumas semanas atrás com uma sensação de controle, estava decidida pelo Parto Domiciliar com uma equipe que eu amo e com a qual estava muito envolvida. Porém, acontecimentos recentes (que tiveram início com a nossa mudança de Estado) nos levaram a reprogramar essa ideia, e então optar pelo Parto Hospitalar. Desfizemos com a equipe e estamos em busca de uma nova doula, o que para mim está sendo difícil, eu já tinha um vínculo e fico desanimada em recomeçar a essa altura da gestação, e por isso também vou adiando novos encontros.
Trabalhar com as mãos
Isso tudo me fez ficar desatenta, deligada de mim e também da Helena. No fim, a gente sabe que não tem controle sobre nada, mas a falsa sensação de que temos nos traz uma segurança e a ausência desta pode descontrolar tudo, principalmente quando encaramos a gestação de forma tão consciente e psicológica.
Sim, a ansiedade ainda está aqui, mas agora eu a compreendo e posso fazer mais e melhor contra ela.
Algo que em muitos momentos me enlouquece é passar o dia em casa "sozinha", acabo perdendo muito tempo fazendo nada, o que me frustra. Até agora, e quase adentrando o último trimestre temos muito pouca coisa para a chegada da Helena. Isso não me preocupa, porém comecei a sentir uma necessidade de aprontar o "ninho", e fazer algumas coisas para ela. No próximo post falo mais sobre isso.
Tenho me ocupado também com o Chá, que eu não sabia se faria ou não, mas já que abri mão do parto, nos sobraram algumas economias e poderei viajar a Porto Alegre para ver minhas amigas e família e comemorar a vinda da Helena.
Reconectar!


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

BC Papeando com Azamigas

O tema dessa semana foi escolhido pela Mamma e é: Ser Tentante/Desejante/Gestante/Mãe e listar dez frases encorajadoras para as mulheres que em breve, estarão onde estamos hoje.
Para mim gestar é confiar, entender que meu corpo é capaz e que meu bebê está crescendo e se desenvolvendo sem precisar de terceiros e intervenções.
Gestar é empoderar-se de suas escolhas, se tornar protagonista de suas existência, é bancar aquilo que você acredita ser melhor.
Gestar é emocionar-se com a barriga crescendo, com o bebê se movimentando ou mesmo com o seu corpo tomando uma forma completamente diferente do que sempre foi.
Gestar é permitir-se ser chata, dormir um pouco mais, comer bobagens e receber atendimento preferencial.
Gestar é conectar-se com os sinais do seu corpo, entender que uma dor física pode ser mais que simplesmente cansaço, que nosso corpo nos avisa quando algo não está como deveria.
Gestar é preparar seu corpo para receber seu filho, abrir sua mente, encarar suas sombras, deixar o caminho limpo para a nova vida que se inicia.
Gestar é olhas roupinhas de bebê e imaginar sua pequena delícia ali dentro, preenchendo aquele espaço.
Gestar é ficar feliz ao sentir enjoos, fome, desconforto. Ao sentir um pezinho nas costelas, ou dois. Ou mesmo ao ver que apareceu uma estria no canto da barriga. Tudo isso está acontecendo pelo seu bebê e isso torna todos os incômodos lindos.
Gestar é participar de Grupos de Gestante e não conseguir parar de falar com outras gestantes sobre parto, amamentação, puerpério.
Gestar é sonhar todos os dias com um parto respeitoso, que será a forma mais linda de encerrar o momento esplêndido que é a gestação. É conhecer várias doulas até conhecer uma para chamar de sua, e às vezes querer mais de uma.
Para mim, gestar está sendo a época mais feliz e realizada da minha vida. Me sinto iluminada e linda, e pela primeira vez não preciso dizer que as pessoas estão erradas ao me dizer isso, concordo e agradeço com alegria. Amo ser dois!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

25° e 26° semanas

Os posts se desenham na minha cabeça em noites insones, e desaparecem quando sento aqui para escrever. Amo minha cabeça grávida!
Sim, eu continuo pensando e racionalizando demais. Já não há mudanças substanciais para contar, não há sintomas novos ou diferentes. As sensações, essas sim vão se fortalecendo. Tenho me sentido ansiosa com algumas situações, com vontade de resolver coisas que estão além do meu alcance. Uma vontade louca de parir e amamentar e ao mesmo tempo de continuar grávida (muitos bebês estão nascendo essa semana).
Eu reconheço a minha ansiedade por determinados sintomas (tensão, insônia, falta de ar) e isso é o que mais tem me incomodado ultimamente. Mesmo os exercícios para combatê-la estão sendo pouco efetivos, e eu estou com uma baita indisposição para executá-los. Sei que vai passar, mas não quero perder os dias nesse vai passar, quero muito aproveitar esse momento que está sendo tão lindo. E falando em momento lindo, Helena está cada dia mais serelepe, continua mexendo nos mesmos horários, porém com mais força. Já conseguimos ver as ondas se formando do lado de fora da barriga, é uma coisa linda. Ela ama música e dança com a mamãe todos os dias.
Ficou um post mequetrefe sem muita coisa que eu pensei escrever, mas nem sei mais o que era, então fiquem com as fotos lindas que ganhamos do irmão do dindo da Helena.









quinta-feira, 24 de julho de 2014

24° semana

Ou o contador me dá um tempo, ou eu desisto de vez dessa coisa de contar semanas.
Cada dia que passa, faz com o que o tempo corra mais rápido.
E começa a faltar assunto para postagens semanais, mesmo assim eu amo esse lugar e voltar aqui me faz bem. É um dos rituais de conexão com nossa pequena.
Gestar Floripa 19/07
Essa semana tivemos Roda de Gestante no Gestar Floripa sobre "O papel das Doulas", foi muito bacana minha mãe me acompanhou, se emocionou e quer estar no próximo Curso de Doulas. É muito amor, né não! Terá um em dezembro aqui e combinamos que estaremos lá: minha mãe, Helena e eu. Três gerações de mulheres com muito orgulho servindo e amando mulheres.
Esse encontro definitivamente cicatrizou meus medos da semana passada (além dos maravilhosos comentários lá no post, amo cada um de vocês e Helena agradece imensamente a compreensão). Nesse encontro vi mulheres felizes e orgulhosas de serem mulheres, que descobriram nessas trocas grandes coisas sobre si mesmas. Foi maravilhoso ouvir uma doula dizendo à Helena: "Que bom que você é mulher!" E eu passei a semana repetindo para ela.
Desculpa a qualidade da imagem
Como eu disse, minha mãe foi comigo no encontro. Ela está com meus sobrinhos passando uns dias na casa da minha irmã aqui em Floripa e estamos aproveitando muito, matando a saudade e sendo mimadas. Ela trouxe também alguns presentinhos dos meus irmãos de Joinville para Helena. E o enxoval começou a tomar forma, e estamos muito felizes que nem tudo é rosa e temos muitas pecinhas neutras, como eu sempre quis. Percebo que as pessoas estão se esforçando para respeitar as nossas escolhas, o que é muito bom e era um dos meus medos.
Tivemos uma semana maravilhosa: teve sol e praia no final de semana (esqueci de fotografar) e hoje chegou o frio e a chuva. Esses momentos de verão no meio do inverno não faziam parte da minha vida, e estou muito feliz, mesmo gostando do frio, sei que ele não é amigo dos bebês e das mamães.
Sintomas: dor nas costas e cólicas que vão e vem. Não tomo remédios, só exercícios e alongamentos. Tenho dias ruins e outros em que não sinto nada.
Mexidas: Desde a 19° semana, estão a cada dia mais aparentes e constantes. Ela tem horários de agitação (no início da manhã, após o almoço e na hora de deitar) durante o resto do dia é calmaria. Ontem saímos à tarde e ela ficou o dia todo quietinha. À noite coloquei uma música que minha irmã me enviou e ela virava cambalhotas aqui no forninho. Muito amor!
25 semanas
Ó a cara de sono da pessoa!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

23º Semana

Então que o grande marco dessa semana foi a descoberta do sexo da sementinha (agora oficialmente com A).
Então que ela já não é mais uma sementinha, já tem seus cerca de 600gr.
Então que eu errei, minha intuição falhou, meu sonho era só um sonho (como todos os sonhos).
Então que eu podia ser uma pessoa normal e tranquila e simplesmente pular de alegria por saber que seremos pai e mãe de menina. Mas não...
Acreditem, eu não quero ouvir nenhuma teoria psicótica sobre como minha filha se sente sobre isso. Minha cabeça já cria teorias psicóticas suficientes durante o dia e a noite (a insônia pega forte aqui). Já que ando num clima de posts mais reflexivos do que objetivos, e a ideia do blog é registrar as reflexões e emoções do tempo presente, aqui estou eu escrevendo sobre tudo que pensei desde a descoberta do sexo.
Eu nunca acreditei que sonhos pudessem ser uma premonição, eu sonhei com o Pedro e hoje vejo que o Pedro era o meu medo. Sim, eu fiquei apavorada em pensar ser mãe de menina, não porque eu pense que ela vai ser como eu (eu fui uma criança muito difícil). Mas nós vivemos em mundo extremamente machista e cruel com as mulheres, eu sofri durante boa parte da minha vida simplesmente por ter nascido mulher, levei anos para aceitar que não faço parte de "nenhuma incrível geração de mulheres", entender que ninguém merece ter um rótulo, compreender meu corpo (formato, ciclos, diferenças), aceitar a mim mesma como sou e entender que meu corpo me pertence e não é objeto de ninguém. Para o mundo todo eu sempre estive "fora do padrão", ainda hoje vejo pessoas que não aceitam o fato de eu gostar do meu corpo "arredondado", ou de eu querer estudar, ou não querer estudar, ou entender minhas imperfeições como parte da minha individualidade, ou mesmo de não estar lutando contra as mudanças que a gestação tem me causado. Eu amo tudo isso, mas o caminho até aqui não foi um mar de rosas. E sim, me assusta pensar que estou trazendo uma menina a esse mundo, e talvez não saber como ensiná-la a se proteger, a amar a si mesma com suas particularidades. Pois é, talvez eu devesse ter pensado nisso antes de engravidar.
Não, não estou arrependida! Não voltaria atrás! Não faria nada diferente!
Acredito que para tudo há um propósito e bem, essa alma nos escolheu assim desse jeitinho. Ela deve ter seus motivos para querer nascer aqui, com a gente. E ela sabe que a mãe dela não é uma pessoa normal, que simplesmente aceita tudo o que acontece. Eu preciso questionar as coisas, entender meus pressentimentos, compreender que essas intuições podem ser traduzidas na verdade em angústias (como a vontade que tenho de chegar às 42 semanas de gestação). Esse é o tipo de trava que pode surgir lá no meu trabalho de parto, é o tipo de medo que se eu não trabalhar e refletir agora (e entender que sim, eu posso ser uma mãe decente de menina), pode nos atrapalhar mais tarde.
Sobre a US não tem foto, mas nossa menina está bem, peso estimado de 623gr (+ 100), todas as medidas conferem com a IG, exceto a cabeça que está um pouco maior (puxou à mamãe), e segundo a médica será uma menina alta (como a mamãe tb).
Sobre o nome: não temos. Temos algumas opções, mas até agora eu sei que nenhum desses é o nome dela, então sigo esperando que ela encontre uma forma de nos mostrar quem é, qual seu nome. Tudo sem pressa, com carinho, com amor. Temos até o dia em que ela nascer pra isso...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

E...


Logo volto com mais informações...

O presente

Tenho sentido inspiração em escrever sobre outros assuntos, além dos acontecimentos que envolvem a gestação. São registros de acontecimentos internos, que vão além do nosso simples dia a dia. Eu aprendi, a um alto custo (crises de ansiedade, antidepressivos, terapia) a viver o momento presente. Sei que sou jovem para pensar que encontrei um modo de vida através da experiência, posso ter pouca, mas experiência é algo muito pessoal, individual. Não se compara, e não se mede em tempo, cada um de nós passa por aquilo que precisa, pelas consequências de suas próprias escolhas, pelas necessidades que criam o seu próprio crescimento.
É difícil estar focada no momento presente quando se está tentando. Queremos viver o sonho de ser mães, de gestar, carregar uma sementinha em nosso ventre. O que eu fiz? Investi em conhecer meu corpo, viver o período de tentativas, e assim eu bebi, fiz trilha, visitei cachoeiras, brindei, namorei, me exercitei. E foram quatro ciclos gostosos. Essa semana eu estava olhando o Diário da minha gestação (um caderno simples onde escrevo o que nos acontece e mensagens para nosso baby) e encontrei o dia em que escrevi esse post. Percebi que fevereiro foi um mês muito inspirado e tranquilo. No fundo, talvez eu soubesse que seria O Mês, ou não, apenas estivesse aprendendo a lidar com o fato de que eu era uma tentante e poderia ser a qualquer momento e minha vida não ia girar em torno disso.
Hoje enquanto gestante procuro viver intensamente cada segundo, ver a barriga crescendo, sentir as mexidas se multiplicando. Esses dias estava conversando com outra gestante e descobri que não sou a única que não me emociono em Ultrassons, e também não fico emocionada ao ouvir o coração nas consultas. Fico muito feliz, abro um sorrisão de orelha a orelha, fico com cara de retardada, é isso. Mas há momentos em que me emociono, e marido fica em pânico porque começo a chorar assim "do nada". E é assim mesmo, tem dias que é medo, mas em outros é simplesmente alegria por estar vivendo, alegria que transborda em lágrimas. Como diz uma amiga lá do face, me sinto uma gestante de segunda viagem. Só fiz mais de um US até agora por emergências, não tenho pressa nenhuma em saber o sexo ou o nome do baby, não comprei nenhuma peça do enxoval, nem tenho lista de enxoval, não fiz suplementação com vitaminas desnecessárias, fiz somente os exames necessários.
Enfim, estamos aqui. Vivendo cada dia do nosso presentinho, aproveitando para conversar até tarde, assistir filmes, sair na chuva, não ter rotina. Porque sabemos que muito muda quando um bebê chega, e claro que eu penso em como ele será, penso em como será quando ele chegar aqui, mas não é o foco. O foco está no agora, em viver a barriga, amar meu corpo se arredondando e criando novas curvas, me conectar com esse lindo ser que me habita. Isso tudo é fantástico!

sábado, 12 de julho de 2014

BC Papeando com Azamigas - Parto normal ou cesárea?

Sigo aqui atrasadinha na BC, mas vamos lá.
O assunto de hoje foi escolhido pela Kell e é um assunto que eu já falei bastante aqui no blog, ainda enquanto tentante. Recentemente estava conversando com uma amiga, inclusive, e acho que já li tanto e falei tanto sobre o assunto, tão insistentemente que enjoei. Pois é, espero não falar mais sobre isso tão cedo depois dessa postagem.
Mesmo assim, vamos lá, perdoem-me se eu repetir algo já dito antes.
Eu nunca cogitei a hipótese de "escolher" uma cesárea. Simplesmente porque na minha família todas as mulheres pariram (parto frank: soro, episio, jejum, litotomia, kristeller, fórceps, com seus bebês aspirados, banhados, levados para berçário, mas pariram). Eu sabia como tinham sido os quatro partos da minha mãe, e acompanhei de perto os dois da minha irmã. O que me afligia nessa história toda era uma única coisa: ter meu bebê afastado de mim no momento de seu nascimento, isso me parecia desumano.
Então comecei a pesquisar sobre os motivos do bebê ser separado e se havia um meio de isso não ocorrer. E descobri a humanização! Para mim, parto humanizado não é um tipo de parto, nunca vi dessa forma. A humanização é um processo muito maior que está iniciando através do SUS (único sistema de saúde vigente no Brasil) e busca que o atendimento prestado de forma geral seja mais "humano". Que as pessoas tenham acesso a informação de qualidade e atendimento baseado em evidências (isso está na legislação). Ou seja, você pode não querer saber, mas o Sistema tem o dever de informar.
Ainda tentante decidi que queria um parto domiciliar, pois considerando o atendimento prestado em Porto Alegre (público e convênio) eu dificilmente teria meus direitos respeitados. Conheci uma doula e uma parteira e começamos o processo de construção do parto.
Hoje, moramos em Floripa e a realidade aqui é outra. Aqui existe a possibilidade de se conseguir um parto respeitoso mesmo pelo SUS. Como sempre relato aqui no blog, o próprio pré natal tem outro tipo de atendimento, sem Obstetra! O que para muita gente pode ser estranho, mas é maravilhoso, é o atendimento que buscamos.
Eu acredito que o parto normal seja a escolha mais responsável em relação a uma cesárea eletiva, sei que existem casos em que a cesárea é necessária, mas são raros (menos de 15% dos nascimentos). Eu acredito na mulher, na capacidade do nosso corpo de gestar, na autonomia, autoconhecimento e autoconfiança. Esses passos são essenciais à construção do nosso parto.
A minha escolha é pelo parto normal, sem intervenções médicas desnecessárias, com atendimento de qualidade.
Gostaria de disponibilizar dois links para quem quiser saber mais sobre o assunto:
http://www.redehumanizasus.net/
http://vilamamifera.com/cafemae/o-tripe-que-sustenta-o-parto/

Daqui

sexta-feira, 11 de julho de 2014

22° semana

Acho que chega um momento em que não existem novidades gestacionais para se contar. As mudanças hormonais se estabilizam, as mudanças pelas quais o bebê passa se estabilizam também, ele já nos ouve, nos entende, já tem os órgãos funcionando, e passa a ganhar peso e crescer. Nós ficamos mais estáveis também, nosso corpo está sabendo lidar com o aumento de líquidos, sangue, hormônios.
Passamos a sentir os movimentos do bebê, o que nos faz mais felizes e calmas.
Essa semana tivemos consulta pré natal, e mais uma vez foi muito bom, tranquilizador, esclarecedor. Pela primeira vez conseguimos ouvir o coração sem remexer muito e bem nitidamente. 144bpm. Meu peso se estabilizou, ganhei só 1kg nesse mês, os resultados dos exames de sangue e urina estão muito bons, não foi necessária nenhuma complementação vitamínica.
Teremos US segunda-feira 14/07 e o fim da questão: Menino ou Menina?
Ontem participamos também de uma Roda de Gestantes sobre Gestação Prolongada e Parto Pélvico. Muito bacana, amo participar dessas rodas e indico a todos os interessados no assunto, gestantes ou não. Para mim tem o efeito de uma terapia, conhecer pessoas, a realidade do local onde vivo, relatos de gente de verdade. Além de que para mim é a atividade em que posso sair de casa, ver gente, bater papo.
23 semanas
Estou chegando a conclusão que a vida de "dona de casa" pode não funcionar tão bem assim, pelo menos para mim. Por mais que eu me ocupe com a casa, o crochê e eventualmente faça algum atendimento como cabeleireira sinto falta de sair, conversar sobre várias coisas, ver pessoas diferentes. Talvez eu retome os estudos nesse semestre, para mudar um pouco o foco no final da gestação, distrair a cabeça.
Sinto que estou imersa demais no mundo de gestação e partos e tenho percebido a necessidade de mudar um pouco, pensar em outras coisas, gastar energias. Acho que comecei a me informar tão cedo, que hoje já tenho as informações de que preciso, então preciso me focar em mim, em nós. Trabalhar mais o autoconhecimento, desfazer sombras, desmanchar travas.
Enfim, veremos como seguirão as próximas semanas...

terça-feira, 8 de julho de 2014

BC Papeando com "Azamigas": Participação do futuro papai nas tentativas

Então que a Dani do Eu quero ser Mãe... propôs uma Blogagem Coletiva. Eu nunca participei dessas doideiras de blogosfera, mas fiquei bem empolgada em começar. E daí aqui estamos, primeira participação em uma BC, atrasada pq deveria ter postado na quarta-feira.
O tema dessa semana foi proposto pela Dani: "Como você qualifica a participação dos papais e futuros papais, seja na gravidez ou nas tentativas e desejos"
Bem, o Ric foi o ponto inicial das tentativas, só começamos a tentar porque ele pensou que o AC tivesse falhado e criamos uma expectativa. Ambos ficamos tristes por não ter falhado, mesmo que eu nem pensasse em ter filhos até então.
Durante as tentativas, ao mesmo tempo em que eu decidi aproveitar para conhecer meu corpo, ser uma tentante maluca, medindo TB, observando muco (dobrando a quantidade de água diária), anotando todos os sintomas e eventos que ocorriam durante cada ciclo. Ele me pedia para relaxar e desligar desse assunto. Entendo o ponto de vista dele, nunca "treinamos" só por estar no PF, ou sem estar com vontade. Quando intensificamos no PF foi porque tinha clima, tinha vontade, tinha disposição. E por isso, eu simplesmente não comentava sobre gestação com ele. Nesse tempo eu já tinha decidido sobre o parto, e ele não aceitava, nem concordava.
O Ric sempre foi uma pessoa muito paciente e tranquila, ao contrário de mim. Ele tem sido o gestante mais maravilhoso do mundo, tem cuidado com tudo que envolve eu e o bebê. Quando tivemos uma ameaça de aborto ele faltou ao trabalho e passou o dia comigo, só nós dois em silêncio pensando.
Ele mantém a calma durante as minhas crises de choro, sabe quando o melhor é se afastar ou se aproximar. Quando eu preciso ouvir algo ou só preciso que ele fique por perto. Ele me convence que estamos no caminho certo, que tudo se dá um jeito. Ele passou a acreditar e confiar em mim, e até já sonhou com o nosso parto, planeja como será o dia, onde ficará a nossa equipe. Ele muda seu modo de pensar a cada dia, se tornou mais aberto, mais positivo.
A participação dele sempre foi essencial para nós, a companhia dele nos fortalece e segura. A voz dele faz nosso bebê mexer de forma única. Por isso sempre digo que estamos gestando, os dois. Estamos crescendo juntos e levando nossos planos adiante, alterando e recalculando rotas.

P.S: Só ele transforma uma abóbora em Minion!

domingo, 6 de julho de 2014

19°, 20° e 21° semanas

E assim se passaram três semanas sem posts...
Agora estamos definitivamente instalados e conectados nessa rede maluca chamada internet, acredito que começarei a manter as postagens em dia.
E nessas últimas semanas, pouca coisa aconteceu. Os sintomas continuam controlados, as costas ainda incomodam um pouco, a dor de cabeça aparece de vez em quando, andar de ônibus ainda é complicado, mas tudo sob controle e o segundo trimestre segue sem necessidade de medicação.
E andamos sonhando, sonhei com noss@ pequen@ e acordei com uma sensação tão gostosa, sentindo a presença del@ tão pertinho, um cheirinho de lavanda. E no dia seguinte o papai sonhou com o parto, na nossa casinha, só nós três.
Andei pensando em tanta coisa pra escrever nesses dias, tanto assunto, mas agora tudo meio que sumiu.
A gestação é um período tão cheio de reflexões, noites em claro, pensamentos, interiorizações. Tenho me sentido tão diferente, não só fisicamente, mas é uma cascata de momentos positivos.
Essa conexão tem me levado a encarar a vida de uma forma leve e tranquila. Entender que há um turbilhão de hormônios e sensações percorrendo meu corpo, e por isso é necessário paciência comigo mesma, com meu corpo, com as pessoas ao meu redor.
A insônia tem aparecido por aqui, às vezes acordo sentindo as mexidas do baby e fico uma hora ou duas sem conseguir pegar no sono, só pensando. Há dias em que penso bobagem, e há aqueles em que só converso com ele, às vezes converso em silêncio para não acordar o papai.
Tenho focado em me estabilizar emocionalmente, trabalhar minhas emoções, dificuldades, traumas. Como remexer um velho baú de lembranças e tirar o pó, retirar as teias de aranha, descartar e reciclar. Acho fundamental esse "trabalho" durante a gestação, quem dera tivesse começado antes. Acredito em pais estáveis muito mais do que em qualquer método de criação ou adestramento. Acredito que as crianças sejam aquilo que os pais são, não aquilo que tentam demonstrar publicamente.
O que me leva a pensar que estou muito mais sensível que o normal, costumava ser bem mais racional. Mas não me emocionei quando ouvi seu coração, ou quando o vi no US. Na verdade estávamos tão assustados nos US que tivemos que foi mais um suspiro de alívio. Mas me emociono todos os dias, quando sinto uma mexida, quando vejo como a barriga cresce, quando me sinto iluminada e de bem com a  vida e com o meu corpo.
Esse post virou uma bagunça, mas assim é a cabeça de uma gestante. Um emaranhado de fios desencontrados e confusos. No final, nada faz sentido mas tudo se encontra.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

18º semana

Meus posts seguem um pouco atrasados, ainda estamos com aquele entrave básico na conexão.
E não é que depois do post da semana passada passamos por um susto? Na noite de quarta para quinta-feira tive um sangramento pós relação. A princípio decidi não ir ao Hospital pois foi pouco e eu estava me sentindo bem, acabei não indo a Roda de Gestantes e fiquei em casa em repouso. Durante o dia pensei melhor e para não ficar repousando até sei lá quando sem necessidade e acabar com nossas dúvidas, fomos ao Hospital Universitário na sexta-feira.
Amei essa imagem!
O atendimento mais uma vez foi nota 10, esperamos cerca de uma hora para ser atendidos, marido entrou junto e o médico foi muito atencioso, fez perguntas para nós dois (odeio quando ele fingem que o marido não tá lá), me examinou e não conseguimos ouvir o <3 (ele me cutucou demais no exame). Fomos então para a US e lá estava noss@ gordinh@. Não deu pra ver o sexo, porque de tanto que foi apertado o baby tava bem escondido, de costas e pernas cruzadas (super encolhido), mas vimos o coração e ele estava muito bem. Acabou susto, volta vida normal sem nenhuma restrição.
Quanto aos sintomas, estão quase desaparecidos. Esses dias estava caminhando e me dei conta de que não estava sentindo nenhum incômodo, só coisas boas. E para quem já estava nervosa que não sentia o baby mexer (apesar de saber que el@ mexe pra caramba), eis que ontem o bichinho resolveu dar o ar da graça? Passamos o dia todo sentindo ondas que vinham e iam, delicioso.
As ilustrações são deliciosas
Sobre os nomes, acredito que estejam decididos. Será Pedro ou Júlia (se eu não mudar de ideia), pela primeira vez tenho uma certeza que talvez seja um desses mesmo. Gostamos de nomes simples e curtos, sem estrangeirismos e etc. E depois de uma semana com alguns sinais, estamos bem inclinados a um deles (contarei assim que souber).
Ainda não pensamos em enxoval, mas já estou montando a biblioteca do baby, e lendo bastante pra el@. Amo contos que fogem do padrão convencional e se eu puder, só lerei esse tipo de histórias por um bom tempo. Compramos esse aqui e achei muito bacana e engraçado.
Uma princesa surpreendente

Pra encerrar, teve Copa, teve Dia dos Namorados e comemoramos muito, porque gestar é maravilhoso e comemorar é tudo de bom.
Não fizemos nada de especial, mas ultimamente especial tem sido estar juntos a cada dia. Costumo dizer que não sou uma pessoa romântica, não temos um relacionamento meloso e não somos de grandes declarações. Aprendi a comemorar pequenas coisas, posso ter um marido que não faz surpresas e concordamos em não trocar presentes em "datas comemorativas" porque nossa felicidade está em cada dia, em cada detalhe. Desde o momento em que ele me acorda para me dar um beijinho quando sai pra trabalhar a roupa passada ou uma louça que lavamos juntos. Aprendemos a ser um só, uma equipe e mesmo que ele trabalhe fora e eu não, a casa é nossa e as responsabilidades sobre tudo são nossas também.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

17° semana

Por aqui seguimos, cada semana mais tranquilos, confiantes e conectados.
Os sintomas seguem os mesmos, acrescentando um leve refluxo após as refeições.
Me sinto passando aquelas fases em que tinha dias que me sentia mal ou feia, passei a me sentir ótima todos os dias. Amo o frio, e estou com saudades do frio de verdade lá do sul, mas ao mesmo tempo feliz de poder usar roupas mais leves e exibir o "projeto de barrigão". Finalmente, comecei a entrar nas filas preferenciais, sempre com bom senso.
E aí está a nossa casinha, é pequena, mas cheia de muito amor, muita natureza, muito verde. Fico só imaginando meus pés na grama durante o TP, e baby brincando nesse gramado.
Hoje tivemos a consulta mensal com a médica da família. Estamos muito satisfeitos por conhecer e testemunhar o SUS que dá certo, até demais. Chegamos lá, a médica perguntou como me sinto, se a gestação foi planejada, como está o papai, se eu tinha um palpite sobre o sexo, se eu queria saber, sobre o marido também. Deu várias dicas sobre alimentação, exercícios e métodos alternativos para alívio dos incômodos. Falou sobre o parto normal, sobre os benefícios para a mãe e o bebê.
Resumo: nos apaixonamos! Ouvimos o coraçãozinho que estava a 148bpm, medimos a altura uterina (aqui nem se fala sobre toque, já que a médica não é GO) e eu ganhei um puxão de orelha: engordei 2kg em um mês :(. Mas me incentivou a retomar os exercícios (finalmente liberados e que nunca deveriam ter sido suspensos), passei na fruteira e já recheei a geladeira com coisas deliciosas e saudáveis. Estamos caminhando diariamente e nos exercitando na academia da terceira idade (hehe), são aqueles equipamentos que a prefeitura coloca em praças da cidade.
Essa semana teremos duas rodas de gestante, amanhã e sábado. Espero que seja muito bacana.
Pra finalizar, foto da barriga:


domingo, 1 de junho de 2014

16° semana

E naquela semana em que nada de novo acontece, cabe uma foto em tamanho grande, não é!?
Aqui seguimos com os mesmos sintomas: enjoo, dor de cabeça, dor nas costas e cólicas.
Finalmente voltei com meus exercícios diários, em ritmo leve. Estou fazendo caminhadas e alongamentos e espero que logo a pressão nas costas diminua.
Esqueci de contar que na semana passada completei 24 anos, último aniversário sem um baby no colo, primeiro com um baby no forninho. Minha irmã, cunhado e primos fizeram uma festinha surpresa, com direito a balões e bolo de chocolate com confeitos.
Como passei quase a semana toda participando dos eventos da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento, esse foi meu maior presente e comemoração pelo aniversário.
Hoje estava conversando com outra gestante e me dei conta de uma informação que pode ser útil e que eu soube na semana passada. Segundo uma obstetra humanizada daqui da cidade, muitos hospitais estão trocando o Colírio de Nitrato de Prata pelo Bovidine (posso ter escrito errado). Esse Bovidine é semelhante a um colírio normal e não causa a mesma reação que o Nitrato de Prata (ardência, queimação, etc). Vale a pena nos informar e saber qual desses está sendo usado no hospital em que se pretende parir. Pelo que ouvi aqui no HU o utilizado é o Bovidine. o/
Essa semana temos consulta com a médica da família, então teremos novidades e um post menos mequetrefe que esse.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

15° semana

Seguimos semi ausentes por falta de conexão externa, já que a interna tá 100%.
Vamos então aos acontecimentos da última semana. Os desconfortos seguem por aqui, tive que pegar ônibus para participar da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento e o resultado não foi nada bacana. A partir de hoje, só pego ônibus se for extremamente necessário (ou seja, para todos os eventos locais relacionados a parto/maternagem).
Roda de conversa com o grupo Mama Flora

Bênção do útero - chorei litros - eu to lá atrás de blusa laranja

Falando no evento maravilhoso que tivemos aqui na semana passada, foi tudo de bom! Marido participou, ficou todo cheio de si falando que já sabia de todas aquelas informações. Mas para mim serviu para conhecer a realidade local aqui de Floripa, ver que existe a possibilidade de um parto respeitoso pelo SUS, conhecer muita gente bacana, trocar ideias, informações. Enfim, a troca foi intensa e interessante.
Finalmente encontramos uma casinha pra chamar de nossa, já estamos instalados mas ainda sem acesso à civilização (hehe), e super conectados e em sintonia com o baby, conosco mesmos, tudo evoluindo lindamente.
Além dos enjoos, continuamos com todos os outros incômodos. Tem dias que eu choro, quero que tudo isso passe logo, me pergunto porque só acontece comigo, fico incomodada e chateada mesmo. Mas logo dedico um tempinho a me ouvir, entender meu corpo e perceber por quantas mudanças estamos (eu e bebê) passando e como precisamos de compreensão e paciência. Esses dois dons, marido tem de sobra e tem sido muito legal com a gente nesses momentos.
Conversamos novamente com a parteira e decidimos que faremos todo o possível pelo PD, porém sem surtar. Sabemos que existe uma opção bacana aqui, mas desejamos muito um PD, e lutaremos por isso. Estamos investindo na nossa sintonia com a equipe também, apesar da distância, estamos nos mantendo próximas e o apoio e positividade delas tem sido fundamental.
Cresce e cresce
Em uma das rodas de conversa da semana passada falamos sobre o bullying sofrido por nós, gestantes que optam por um pré natal e parto mais conscientes. Ao contrário do que as pessoas pensam, estou tranquila e feliz por saber que farei só mais uma US durante a gestação, estou sem nenhuma pressa de descobrir o sexo do bebê, e não temos nenhum nome em vista para nenhum sexo. Temos cinco peças de roupa que ganhamos e não pretendemos "montar" um super enxoval. Não tenho vontade de ver ou ouvir o bebê o tempo todo e só estou ansiosa para senti-lo mexer. Eu falo com el@ e @ sinto o tempo todo, sei que tudo está bem e estamos caminhando juntos.
Eu olho pra trás e percebo o quanto esses meses estão sendo maravilhosos a abençoados e estou muito satisfeita com tudo isso. Eu não sou a mesma pessoa que era em outubro do ano passado, quando decidimos que era a hora de ter um bebê, eu mudei, eu cresci e passei a defender ideais que nem fazia ideia que existiam. E hoje, sempre que alguém me procura com dúvidas, fico muito feliz em saber e ter informação para responder.
Esses poucos meses me tornaram mais madura, mais adulta e muito mais pensativa sobre tudo e sensível a tudo. É fantástico pensar que tudo isso poderia ser muito diferente, mas está sendo dessa forma e existe uma razão para isso. Não havia nada e de repente há uma vida que cresce a cada dia, pra mim isso é tão inexplicável.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

13° e 14° semanas

Sumi duas semanas de novo. Mas eu sei que o povo entende, consegui ao menos visitar os blogs amigos, desejar Feliz Dia das Mães às esposas, mamães, gestantes, tentantes e desejantes. Ainda estamos em processo de mudança, não pudemos ficar na casa que tínhamos fechado, não recomendo esse tipo de negociação à distância, pode ficar alguma informação escondida como foi o nosso caso, a dona da casa "esqueceu" de avisar que a casa estava em processo de compra. Preferimos procurar um outro lugar onde o contrato anual seja anual de verdade e agora estamos temporariamente na casa da minha irmã.
Os sintomas mais incômodos diminuíram bastante. O enjoo aparece mais quando ando de ônibus ou fico muito tempo sem comer (leia-se mais de duas hs). Dor de cabeça e na lombar seguem presentes e mantenho o repouso em dia para alívio.
Ainda não sinto o bebê, mas sinto como se meu útero estivesse puxando e repuxando, especialmente quando me movimento rápido ou me espreguiço. Quando deito de bruços já dá pra sentir uma bolotinha cutucando, e já não tem mais como esconder a barriguinha. Não há blusa ou vestido que não evidencie o formato arredondado da pessoa. Bem que a Talita tinha comentado que, com a chegada do segundo tri a barriga começava a aparecer muito rapidamente, e é verdade, eu tenho a sensação que cada dia que acordo ela está maior.
Hoje tivemos nossa primeira consulta aqui em Floripa, terceira do pré natal. Aqui, o sistema é bem diferente de Porto Alegre:
- Os exames solicitados no início da gravidez não são os mesmos, tanto que a enfermeira não entendeu alguns exames que apresentei. Eles pedem bem menos exames aqui, e não pedem US no primeiro trimestre.
- O pré natal é feito no posto de saúde, com um(a) enfermeiro(a) e um médico(a) da família, cada mês a consulta é com um deles e nem sempre será o mesmo(a) enfermeiro(a) ou médico(a). Ou seja, em gestação de baixo risco, não tem consulta com obstetra.
- O SUS só cobre um US durante a gestação, o morfológico do segundo trimestre.
- Aqui não tem Hospital de referência, tem duas maternidades e em caso de necessidade, posso recorrer a qualquer uma das duas, ou à UPA local.
Então, essa nossa primeira consulta foi com uma enfermeira, e foi muito bacana. Ficamos uma hora no consultório, ela atualizou minhas informações no sistema, me falou sobre os cuidados, os sintomas comuns, as vacinas, falei que não quero tomar a vacina da gripe e ela foi bem atenciosa, me explicou sobre a necessidade e a proteção mas deixou bem claro que não é obrigatório e eu devo saber tomar essa decisão. Falou que a anti tetânica e a da Hepatite seria interessante eu tomar, pois é necessário para a matrícula na Universidade mais tarde. Estamos pensando sobre isso. Ela ainda nos convidou para o Grupo de Gestantes que se reúne mensalmente, e nos mostrou uma cartilha de exercícios para gestante, elaborada pelo sistema local.
Mediu a altura uterina e ouvimos os batimentos do bebê. Na verdade eu não ouvi quase nada, pois segundo ela, o sonar não é muito moderno (rsrsrs), demorou bastante pra conseguir registrar os batimentos, mas no fim ele estava lá, a 154bpm. Nossa próxima consulta com a médica da família está agendada para 04/06.
Fiquei satisfeita com o atendimento e feliz com o sistema, prefiro ser atendida por enfermeirxs e acho bacana esse incentivo aos profissionais da enfermagem.
Por enquanto, as novidades são essas, espero voltar logo já na nossa casinha e mais tranquila.