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segunda-feira, 14 de julho de 2014

O presente

Tenho sentido inspiração em escrever sobre outros assuntos, além dos acontecimentos que envolvem a gestação. São registros de acontecimentos internos, que vão além do nosso simples dia a dia. Eu aprendi, a um alto custo (crises de ansiedade, antidepressivos, terapia) a viver o momento presente. Sei que sou jovem para pensar que encontrei um modo de vida através da experiência, posso ter pouca, mas experiência é algo muito pessoal, individual. Não se compara, e não se mede em tempo, cada um de nós passa por aquilo que precisa, pelas consequências de suas próprias escolhas, pelas necessidades que criam o seu próprio crescimento.
É difícil estar focada no momento presente quando se está tentando. Queremos viver o sonho de ser mães, de gestar, carregar uma sementinha em nosso ventre. O que eu fiz? Investi em conhecer meu corpo, viver o período de tentativas, e assim eu bebi, fiz trilha, visitei cachoeiras, brindei, namorei, me exercitei. E foram quatro ciclos gostosos. Essa semana eu estava olhando o Diário da minha gestação (um caderno simples onde escrevo o que nos acontece e mensagens para nosso baby) e encontrei o dia em que escrevi esse post. Percebi que fevereiro foi um mês muito inspirado e tranquilo. No fundo, talvez eu soubesse que seria O Mês, ou não, apenas estivesse aprendendo a lidar com o fato de que eu era uma tentante e poderia ser a qualquer momento e minha vida não ia girar em torno disso.
Hoje enquanto gestante procuro viver intensamente cada segundo, ver a barriga crescendo, sentir as mexidas se multiplicando. Esses dias estava conversando com outra gestante e descobri que não sou a única que não me emociono em Ultrassons, e também não fico emocionada ao ouvir o coração nas consultas. Fico muito feliz, abro um sorrisão de orelha a orelha, fico com cara de retardada, é isso. Mas há momentos em que me emociono, e marido fica em pânico porque começo a chorar assim "do nada". E é assim mesmo, tem dias que é medo, mas em outros é simplesmente alegria por estar vivendo, alegria que transborda em lágrimas. Como diz uma amiga lá do face, me sinto uma gestante de segunda viagem. Só fiz mais de um US até agora por emergências, não tenho pressa nenhuma em saber o sexo ou o nome do baby, não comprei nenhuma peça do enxoval, nem tenho lista de enxoval, não fiz suplementação com vitaminas desnecessárias, fiz somente os exames necessários.
Enfim, estamos aqui. Vivendo cada dia do nosso presentinho, aproveitando para conversar até tarde, assistir filmes, sair na chuva, não ter rotina. Porque sabemos que muito muda quando um bebê chega, e claro que eu penso em como ele será, penso em como será quando ele chegar aqui, mas não é o foco. O foco está no agora, em viver a barriga, amar meu corpo se arredondando e criando novas curvas, me conectar com esse lindo ser que me habita. Isso tudo é fantástico!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

17° semana

Por aqui seguimos, cada semana mais tranquilos, confiantes e conectados.
Os sintomas seguem os mesmos, acrescentando um leve refluxo após as refeições.
Me sinto passando aquelas fases em que tinha dias que me sentia mal ou feia, passei a me sentir ótima todos os dias. Amo o frio, e estou com saudades do frio de verdade lá do sul, mas ao mesmo tempo feliz de poder usar roupas mais leves e exibir o "projeto de barrigão". Finalmente, comecei a entrar nas filas preferenciais, sempre com bom senso.
E aí está a nossa casinha, é pequena, mas cheia de muito amor, muita natureza, muito verde. Fico só imaginando meus pés na grama durante o TP, e baby brincando nesse gramado.
Hoje tivemos a consulta mensal com a médica da família. Estamos muito satisfeitos por conhecer e testemunhar o SUS que dá certo, até demais. Chegamos lá, a médica perguntou como me sinto, se a gestação foi planejada, como está o papai, se eu tinha um palpite sobre o sexo, se eu queria saber, sobre o marido também. Deu várias dicas sobre alimentação, exercícios e métodos alternativos para alívio dos incômodos. Falou sobre o parto normal, sobre os benefícios para a mãe e o bebê.
Resumo: nos apaixonamos! Ouvimos o coraçãozinho que estava a 148bpm, medimos a altura uterina (aqui nem se fala sobre toque, já que a médica não é GO) e eu ganhei um puxão de orelha: engordei 2kg em um mês :(. Mas me incentivou a retomar os exercícios (finalmente liberados e que nunca deveriam ter sido suspensos), passei na fruteira e já recheei a geladeira com coisas deliciosas e saudáveis. Estamos caminhando diariamente e nos exercitando na academia da terceira idade (hehe), são aqueles equipamentos que a prefeitura coloca em praças da cidade.
Essa semana teremos duas rodas de gestante, amanhã e sábado. Espero que seja muito bacana.
Pra finalizar, foto da barriga:


terça-feira, 8 de abril de 2014

Primeira US Oficial

Então, finalmente ontem conseguimos fazer nossa US com toda a emoção que temos direito. Marido foi junto, doutora bastante simpática, nos mostrou nosso bebê lindo e muito serelepe e logo em seguida em 169bpm ouvimos o som mais lindo e tranquilizante do mundo. Esquecemos de gravar no calor do momento, mas também não senti falta de ouvir de novo, apenas confirmei o que eu já tinha certeza estamos ótimos.
Nosso primogênito, agora bem definido.
Como nem tudo é perfeito, estamos com um hematoma ao lado do SG, e por isso a Dra. indicou que continuasse o repouso, que eu já não vinha seguindo tanto a risca (falha nossa), mas em ritmo de mudança fica complicado. Mas ela esclareceu que esse hematoma não está apresentando risco pois está longe da placenta e do SG.
Além dessa linda notícia, tivemos um segundo encontro rápido com a nossa doula, onde pegamos o DVD do Renascimento do Parto (eu já tinha assistido mas prometi uma sessão especial para a família e outra para o marido). Assistimos no domingo à tarde, e foi maravilhoso ver minha avó, tia e primas juntas se emocionando e questionando sobre tudo que apareceu, e me sentindo "a dotôra" por poder responder a tudo com propriedade e calma. Essas são as poucas pessoas com quem dividi nossos planos de um PD, e a resposta positiva e apoio delas não tem preço.
Junto com o filme, a Kika (nossa doula) nos emprestou o livro: Parto com Amor. Ele é simplesmente delicioso, está nos meu planos adquirir um exemplar só pra mim porque parece um livro de cabeceira, com fotografias lindas e de ótima qualidade.
Não tem como não viver e se emocionar com cada relato, cada fotografia. Recomendo a leitura a todos que nasceram, e com certeza vou emprestar pra muita gente quando o meu chegar.
Eu e o Ricardo conversamos novamente sobre a minha decisão de um PD. Ele disse que tem medo mas que a escolha é minha e me apoia, e fará o possível para que nós tenhamos a equipe necessária e que tudo corra bem. A dúvida dele não me deixa com nenhum receio, desde o momento em que eu comecei a estudar sobre parto minha única certeza foi de que eu teria um PD, eu e o Ric não temos a mesma opinião sobre isso mas já conversamos muito e como ele disse a decisão final é minha. Me incomodaria se ele minasse minha confiança ou estivesse contra a minha decisão, acontece que ele é neutro. Eu sei que isso torna algumas fases mais difíceis, ele não estará comigo nos grupos ou em consultas com a parteira mas ele está ao meu lado e isso é o bastante.
Estive em uma Roda de Gestantes na semana passada e foi muito bacana. Descobri que segundo as teorias holísticas o bebê pode começar a se conectar com os pais cerca de três meses antes da sua concepção (me perdoem se estiver errada, foi uma doula terapeuta que me contou e pra mim faz sentido), esse seria o mês de novembro quando me tornei tentante e decidi que teria um PD. Segundo ela, talvez nosso filho estivesse nos dizendo a forma como quer ser recebido nesse mundo, afinal quem não gostaria de ter chegado aqui com mais respeito? Achei muito bacana a visão que ela me passou e a nossa conversa sobre os medos e sombras da gestação.
A palavra do dia foi Entrega. E fez sentido também, segundo ela, eu preciso me entregar aos relacionamentos sem desconfiança ou medo de ser abandonada, e afinal, uma palavra muito intensa nos relatos de parto é Entrega. Vamos trabalhar nisso daqui em diante.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

8° semana

Já falei muito, me desgastei de uma forma que eu não deveria. Não tenho muito mais a acrescentar, as informações sobre o caso, o parecer dos obstetras e advogados estão aí para quem quiser ler. Apenas deixo aqui, minha indignação, meu protesto.
Porque como ela, eu sou mulher e gestante. E ao contrário dela eu estou planejando um Parto Domiciliar acompanhado por doula e parteira (que também é pediatra). E porque eu me senti na pele dela. Me vi em casa, em pleno trabalho de parto, sendo ameaçada por posto de saúde e policiais armados para ser cortada sem necessidade, devido ao orgulho de uma médica. Mas, como já falei, é só isso.

Sobre a nossa linda sementinha:
A oitava semana chegou a todo vapor por aqui: passamos a ter um diálogo matinal com a privada pontualmente às 6hs da manhã. Passamos a precisar descer de vários ônibus para percorrer um caminho que precisaria somente de um, graças aos desconfortos dos enjoos. Passamos a acordar várias vezes durante a noite com a bexiga apertada.
Afinal, quem é que queria gestação com o pacote todo de sintomas? o/
É, eu desejei, taí!
Apesar disso, aquelas cólicas bem doloridas sumiram, apenas cólicas leves, em ondas suaves. Como um aviso: "mamãe eu estou aqui". Tomar água e comer frutas é uma luta, mas estou enfrentando dia a dia. Estou em um caso de amor com o abacaxi e as laranjas, se pudesse passava o dia todo comendo abacaxi e tomando suco de laranja geladinho. O apetite por doces não voltou, o negócio aqui é carne, abacaxi e laranja. Faço uma forcinha pelo arroz com feijão e pelo cacetinho (pão francês) da tarde.
Nossa ultra estava marcada para hoje, porém quando cheguei na UBS pela manhã, depois de duas horas de muitos ônibus, soube que a médica não estava, tentaram me ligar mas o posto de saúde registrou o número de telefone errado. Assim, nossa primeira US oficial (digo oficial porque aquela primeira não valeu haha) ficou agendada para segunda-feira 07.04.

quarta-feira, 26 de março de 2014

7º semana

E daí que eu vim, larguei uma boomba e sumi por uma semana.
Vamos aos fatos, em tópicos:
- Li, conversei com outras gestantes, pesquisei e decobri que um sangramento leve (como foi aqui) é comum no início da gestação por alguns fatores, que no meu caso atribuí ao fluxo sanguíneo intenso "intensificado" pelo namoro, o que pode ter levado ao rompimento de um vasinho ou algo que o valha.
- Eu estava extremamente sensível e passei por uma sequência de "indelicadezas" médicas. A minha GO deveria saber que, para minha IG o ideal seria uma tranvaginal e ter solicitado já no início. O ultrassonografista que eu quis matar não estava errado, apenas não quis se expressar com mais delicadeza. E finalmente a GO da emergência pode não ter entendido que a ultra não foi transvaginal. Acho que no calor (ou frio) do momento eu não mencionei mesmo. Realmente, uma boa equipe que te suporte não tem preço.
- A intensidade das cólicas é diretamente proporcional ao meu nível de estresse. Por isso no dia do sangramento chorei de cólicas, aquilo não era nada porém meu psicológico decidiu que me trollar é legal.
- Marido ficou realmente muito tenso e nervoso nesse dia, nunca o vi chorando tanto. Ele até comentou que a "mulher" parecia ele. Porém, depois disso ele se fechou e não quer mais falar nada sobre a sementinha até a próxima ultra (4 de abril). Estou tentando fazer com que isso não me deixe mais nervosa ainda.
- Conversei com uma empoderada linda do GAPP aqui de Poa, que passou pelo mesmo que eu. Ela me ajudou a acalmar e mentalizar o que realmente estava acontecendo. Percebi que apesar do nervosismo e após neutralizar isso eu estava me sentindo bem, tudo estava funcionando como deveria, eu estou com os sintomas normais (enjoos, dor de cabeça, cólicas, sem apetite para doces, dor nas costas, vontade de fazer xixi anormal) e o que mais importa, estou me sentindo bem e com a certeza que a sementinha está muito bem e crescendo.
- Fiz um teste de farmácia e dei pro marido (risos). Eu sei, ALOUCA, mas gente, ele estava muito frio com a sementinha e eu não aceito perder duas semanas em silêncio.
- Tudo novo de novo! Tínhamos planos de nos mudar no final do ano. O lugar que moramos é bacana mas longe de tudo e o marido trabalha em dois empregos para nos manter aqui e eu me manter estudando, o que está bastante complicado, nível de estresse +10000...
Não que ele seja estressado em casa, o Ric é um doce e super calmo comigo, mesmo quando eu surto. Mas eu percebo o cansaço e a disposição dele que estão muito diferentes. Além disso, minha irmã e nossos primos se mudaram em fevereiro para Santa Catarina, o que nos deixou meio ilhados e abandonados por aqui.
Conversamos e decidimos que eu posso adiar a faculdade por esse ano e vamos nos mudar. Minhas duas irmãs se deram muito bem por lá e tudo é muito mais perto do que aqui, além de viver a beira mar. Marido conseguiu acordo nas duas empresas e provavelmente dentro de duas semanas estaremos em Floripa. Mais um motivo para minha ausência que pode se prolongar mais um pouco, mas prometo sempre arrumar um tempinho para passar aqui, até porque já tranquei minha matrícula então to praticando nadismo loucamente. E quase surtando.
Ficou um enorme dum post, né! Logo mais eu retorno para falar mais da sementinha, dos palpites e sintomas.
Bjinhos...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

17 dias

Gente!!!
Como assim passou meio mês e eu não vi?
Então primeiramente minhas desculpas aos blogs amigos, senti saudades de vocês, pensava em cada um todos os dias e enviava energias muito bonitas.
Há duas semanas começaram as minhas aulas e daí foi uma loucura só entre o trabalho e a facul. Tenho aula todos os dias pela manhã e à tarde, exceto segunda e sexta-feira, e tenho ido trabalhar nos intervalos entre uma aula e outra. Com isso o quarto ciclo passou batido por aqui. Treinamos sim, mas sem grandes expectativas inclusive porque com o início das minhas aulas e nossa vida de cabeça para baixo estamos considerando aguardar um pouco para então voltar a tentar. A verdade é que falamos um pouco sobre isso mas nenhum dos dois teve coragem de dar a cartada decisiva. Afinal vai que esse ciclo sem expectativas brilha, hein!
Na semana passada estive em Santa Maria, e curti muito a companhia de minhas primas lindas. Desde que me tornei tentante, eu penso muito na natureza, e há tempos que eu queria estar só em um lugar assim. Como nós três temos essa conexão, tivemos momentos únicos e bastante introspectivos. Inclusive meditando nessa cachoeira linda aí da foto. Horas de caminhada e picadas de mosquitos valeram a pena. Pude deixar lá muitos sentimentos que vinham me atrapalhando e renovar as energias para o ano que começou.
Tá pensando no que eu to pensando?
Mulheres lindas do meu coração

Felicidade
Esse ciclo foi o primeiro em que eu medi TB, e foi uma bagunça. Comecei a medir no 7DC e daí em diante pulei alguns dias, acho que medi errado em outros, às vezes eu não ouvia o apito do termômetro, enfim. Mas achei válido, fiquei orgulhosa de mim ao menos por acordar no horário e colocar o termômetro, sei que precisarei de muitos ciclos para me entender com isso. Não usei nenhum aplicativo porque meu celular não aguenta mais nada sem surtar (parecido comigo), mas fui anotando em um caderninho. E mesmo desse jeito meio torto e quebrado, confirmei minha fase lútea de 15 dias e ainda não tenho certeza se o meu ciclo vai ficar em 28 ou 29 dias, logo saberemos.
E agora com esse feriadão que se inicia, espero colocar a vida em dia, visitar os blogs amigos e continuar dividindo as emoções de ser tentante e agora também futura enfermeira.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ao meu Amor

Final de semana feliz por aqui. Sábado finalmente saiu nossa “mini-mudança”, derrubei parede, abri porta, serrei  estante tudo isso sob um calor de trinta e tantos graus. No fim do dia, uma chuva gostosa chegou  refrescando tudo, abençoando o dia, amo chuva! Marido e eu fizemos um lanchinho leve de verão, finalmente a sós no chão da sala sem sofá (pequenas e deliciosas gotas de felicidade). Dormir com edredom pela primeira vez no ano tem o seu valor.
E então eu me dei conta, nesse nosso pequeno espaço (físico e emocional) em construção e remodelagem em todas as coisas boas que estão nos cercando, nos preparando, me dei conta de quanto sou grata por cada dia em que estou ao lado dele, da nossa sintonia.
Me sinto mãe, e já penso em como será cada coisa em cada momento da nossa vida com feijãozinho. Quando criança/adolescente pensava muito sobre isso, em como seria estar grávida, e acho que com um pouco menos de juízo já teria colocado uma sementinha no mundo. Que bom que fui abençoada com dose extra desse ingrediente que primeiro me levou a deixar esse desejo de lado e só agora o trouxe de volta.
Acredito que nosso feijãozinho já nos escolheu, e está esperando o momento certo. Em alguns momentos tenho vontade de chorar, de me esconder em um cantinho, de parar de falar, pensar e ler sobre o assunto. Mas logo me dou conta de que isso não vai me levar a lugar algum. Acredito demais no poder das palavras, na energia que há em cada uma delas, então nesses momentos eu silencio e mentalizo coisas boas, a sementinha aqui. Porque tudo o que estou vivendo hoje, já foi uma mentalização, um desejo silenciosamente planejado: nosso cantinho (quase) pronto, a benção que é meu marido, estudar muito, poder me dedicar a tantos projetos que pareciam nunca sair do papel.
Nesse final de semana, eu agradeci muito. A Deus, a natureza, a energia boa que tem nos envolvido. Me desculpem se o blog anda muito repetitivo, mas vida de tentante é um pouco assim, cíclica. Seguimos nos preparando para algo que pode acontecer a qualquer momento, que não sabemos quando será, que desejamos tanto, seguimos esperando o momento de esperar, contando em ciclos para contar em semanas, e tocando outros tantos projetos para ver se o tempo passa.
Sei que tem acontecido muita coisa nessa espera, eu com certeza sou uma mulher muito diferente da que era em outubro. Foram só quatro meses, mas foram os meses mais intensos que já vivi. Em que aprendi muita coisa. Em que tomamos muitas decisões e coisas maravilhosas aconteceram. E sei que os próximos serão muito mais intensos, sei que coisas maravilhosas e momentos muito felizes estão por vir. E será logo. E a angústia da espera não há de se comparar com a felicidade que viveremos, mesmo que essa ansiedade às vezes tente me derrubar.
Marido permanece em sua calma de sempre. Já não fala tanto sobre o assunto e me pede que desligue, que mantenha o foco nos outros projetos. Eu finjo que faço, mas respeito o momento dele, de muito trabalho, pouco descanso e esposa doida.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Terceiro Ciclo

Eu estava ensaiando esse post há alguns dias, enquanto estive ausente.
Para quem não sabe, houve paralisação total do transporte público, cá pras bandas de Porto Alegre, e daí que a pessoa aqui não saiu de casa por três dias. Hibernei, coloquei o crochê em dia, engordei a família, curti o marido, organizei todos os 564736 documentos que eu preciso apresentar na faculdade e esperei.
Esperei o fim do ciclo que parecia nunca acabar. Ciclo sacana de 29 dias, o pior dia da minha existência de tentante (achei que não ia acabar). E, como sempre tenho cólica um dia antes, a esperança foi a 100%. Me senti super grávida por 48hs.
Foi assim: 27DC muita cólica durante o treino. 28DC nada de cólica. 29DC nada de cólica. 30DC um teste negativo e há exatos 20 min uma borrinha vermelha. E daí que o meu ciclo devolveu aquele dia roubado do ciclo anterior.
Ciclo 1: 28 dias
Ciclo 2: 27 dias
Ciclo 3: 29 dias
Emoções do terceiro ciclo: Quando nos tornamos tentantes eu tinha dentro de mim uma convicção que do terceiro ciclo não passava (bobagem isso, né!). Mas acho que faz parte daquela nossa obsessão em estar no controle, e o bom de entrar no quarto ciclo é mais uma vez entender que eu não posso controlar isso, que a concepção não depende (só) da minha vontade.
Inicialmente pretendíamos começar as tentativas em fevereiro (nem lembro mais o motivo), mas acabamos mudando os planos, eu prometi que ficaria tranquila até fevereiro, mas isso não aconteceu! E especialmente nesse ciclo eu não estive bem comigo, passei por vários momentos complicados e perdi muito tempo com isso.
Como programado, entramos fevereiro com um maior empoderamento. Até então eu estava bastante focada em estudar gestação, parto e maternagem. Sim, isso tudo é lindo e eu quero aprender muito mais sobre esse mundo, mas nesse momento quero me focar no meu corpo. Entender o que está acontecendo agora. Acredito que esse investimento de tempo vai me deixar mais tranquila, e vou poder ajudar mais pessoa que tem me procurado também.
Hoje eu fiquei triste depois do negativo, mas quando M deu as caras me deu uma sensação boa. De esperança.
Como eu escrevi lá no grupo das Tentantes eu realmente acredito que:
Hoje estou um ciclo mais perto do meu feijãozinho, ganhei 28 dias de esperança renovada e oportunidades de me empoderar. Ganhei um retoque de raiz (brancos já estavam dizendo olá), ganhei um brinde. Ganhei a chance de repensar planos e colocar a casa em ordem. De me ver mais calma, em outra perspectiva. Ganhei a chance de continuar a dieta e perder uns quilinhos, organizar a mente. Começar as aulas com tranquilidade. Ganhei tempo para me conhecer, me preparar, para ampliar meu conhecimento e trocar mais experiências. Ganhei a oportunidade de ver que eu não tenho um controle nas mãos. Além de mais um ciclo de tentativas e muito namorinho!
Pois é, mudando de perspectiva, o copo continua meio cheio.
Próximo passo: comprar um termômetro
PS: o Jorge sempre coloca no final dos posts, a trilha sonora que toca enquanto ele escreve. Eu, que sou surtada, não consigo escrever ouvindo música porque me desconcentra, mas sempre tenho uma canção na cabeça. Vou colocar aqui no rodapé, a trilha sonora do dia.
#imitandoojorge ;)
Trilha sonora de hoje: Here Comes The Sun – Versão do Glee

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Boas novas e ausências

Primeiramente vou parabenizar mais uma vez a Talita! Lindona, parabéns por essa nova vida que se inicia. Tenho certeza que você já é uma mãezona muito abençoada.
Eu queria escrever hoje para alguém que é especial e importante para muitas de nós, tentantes. Eu ia comentar em um post do blog dela, mas como ela está ausente, não quero que fique recebendo notificações o tempo todo.
Bi, hoje eu decidi ler teu blog desde o início. Pois é, eu não tinha lido ainda porque tinha medo dos sentimentos que nasceriam com a leitura. Em um dos teus primeiros posts, tu comentaste o quão pesado é o título do blog. A primeira vez que li, foi através do blog da Nana e não consegui continuar. Porque eu não sei o que tu sente. Eu ainda nem sei andar nessa vida de tentante, e no início ficava com medo de saber demais e acabar ficando mais ansiosa ou com aquela síndrome do corpo incapaz, sabe.
Mas então comecei a te acompanhar no grupo, e tu me parecias uma pessoa tão positiva, feliz, pra cima, com uma disposição imeeeensa em ajudar, em estar presente, em auxiliar. E eu vi o outro lado da Bi.
Eu não sei se é porque nós duas somos taurinas (não ligo muito para isso), mas lendo teus textos, encontrei muitos momentos da minha vida (não necessariamente de tentante). Eu já tive dias de querer apagar passado, presente e futuro, de querer parar o mundo só pra colocar as ideias no lugar, de recomeçar por caminhos diferentes.
No momento em que tu postaste sobre a tua ausência, eu estava encerrando o expediente e decidi ler antes de sair, porque ainda tinha cinco minutos. E pela primeira vez, me dirigi a ti e escrevi o que senti enquanto lia tuas palavras. Não imaginei que tu lerias tão logo e ainda me agradeceria (tem certeza que era eu que você queria marcar no grupo?). Eu não fiz nada, meu bem. Tu fazes, todos os dias.
Eu quero que você voe por todo o mar, e volte aqui. Para o blog, para o grupo, ou para o que tu quiseres. Nada que nos prende nos faz bem, somos feitas para voar e nos movemos o tempo todo. Sinta-se livre para se acertar contigo mesma, para olhar pra dentro, se reconstruir. Afinal toda Fênix precisa se tornar pó para ressurgir mais bela.
Fique bem!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Serenidade

7DC e a paz reina nos pampas.
Nas últimas semanas do primeiro ciclo a ansiedade estava tomando conta e eu já pensando em tudo o que faria para o próximo. Mas desde o início do mês estou tentando mudar de foco. E por enquanto tem dado certo (nos últimos três ou quatro dias - rsrsrs). Você passa a vida inteira contando os dias em conjuntos de 30, os meses em conjunto de doze, mas de repente nada disso tem importância, porque você precisa aprender a calcular a vida em ciclos, torcendo para começar logo a contar em semanas.
Como eu previa, meu primeiro ciclo teve exatos 28 dias. Não sei o dia que ovulei, porque fui aprendendo muitas coisas ao longo do ciclo, e não estava observando meu corpo. Já sei que não vou medir a TB tão cedo, mas pretendo observar o muco, afinal são tantas imagens lindas do Grupo no face que também quero ver o meu.
Acredito que meus ciclos sempre terão duas semanas mais tranquilas e preguiçosas, seguidas de duas semanas mais tensas (arrependida de não ter controlado tudo) e com o psicológico trollando a minha vida e do marido, sim porque o Ric é tão afetado quanto eu. Mas acredito que esse ciclo será mais tranquilo que o primeiro, tivemos uma conversa bem legal esses dias, e ele disse pra termos calma, citou que quando ele e a ex mulher decidiram tentar levou tres meses pra conseguir. E como estamos tocando outros planos paralelos acabamos conseguindo mudar o foco do nosso assunto diário.
Essa semana começamos a malhar juntos e tem sido bastante cansativo mas estamos criando uma rotina legal e que eu acho que vai funcionar muito bem para os dois.
Nesse final de semana tenho várias pendências para resolver, o que me leva a não pensar bobagem e seguir a vida tranquila.
Esse dezembro está muito estranho...