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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

21dc, a tranquilidade e o estômago

Esse post foi escrito há uma semana atrás, mas eu estava no trabalho e como ficamos sem sistema nos últimos dias, só consegui postar hoje. Ano que vem eu volto com o fim do segundo ciclo.
E estamos nos aproximando da reta final do segundo ciclo. E eu estranhamente continuo tranquila, sem sinal de TPM e me divertindo muito com isso de contar a vida em ciclos.
  1. 25 de dezembro
O natal foi especial para mim! Eu não comemoro essa data há alguns anos, simplesmente porque não acredito que Jesus tenha nascido nesse dia, nem que Ele deseje que comemoremos o seu aniversário. Além disso, todos os símbolos do natal são contrários à minha fé e ideologias. Porém, nesse ano eu decidi abrir mão de todas essas convicções, resolvi ser mais leve e considerar apenas como uma reunião de família. Inclusive combinando com o Ric que não trocaríamos presentes, afinal não precisamos de uma data comemorativa em que tudo está mais caro para nos presentear, simplesmente compramos o que precisamos quando podemos pagar um preço justo e pronto.
Ter essas resoluções foi muito bom, do meu ponto de vista, pois foi uma prévia do que quero que os nossos filhos vivam. Quero que eles valorizem os momentos em família independente de suas convicções. Por muito tempo me afastei da minha família por não aceitar de jeito nenhum participar de algo que contrariasse a minha fé e sei o quanto isso nos prejudicou.
  1. Taís
Em meio a tantos sentimentos diferentes recebi uma ligação da minha irmã mais velha, com quem eu não falava há muito tempo (pela distância e a correria dos dias dela mesmo) e isso foi muito bom. Ela falou sobre a vida dela e como a minha sobrinha se parece comigo (pé grande, joelho torto, bumbum arrebitado) e como meu sobrinho é calmo e compreensivo. Me fez refletir sobre como um casal pode criar seres tão diferentes, como não temos o controle da personalidade de cada um, e como nossas crianças crescem com pais diferentes, afinal os pais que gestaram o Gustavo não foram os mesmos pais que gestaram a Hellen, apesar de serem as mesmas pessoas. E eu tinha muitas lembranças em que minha irmã me incomodava e não gostava de mim, e retomar esse contato me levou a refletir sobre a mulher que ela é e a família linda que ela construiu, paralelo à carreira.
  1. Música
Eu sou movida à música, venho de uma família de músicos e dancei ballet clássico até os doze anos. Sempre tenho uma música me embalando, me animando ou acompanhando meus momentos tristes. No primeiro ciclo, minha música era “Here comes the Sun” na versão do Glee, suave e doce e esse sol veio, iluminou, o sol era minha independência como mulher, como tentante.
Já no segundo ciclo uma música que tem me perseguido é Anunciação. Essa música sempre mexeu comigo e eu nunca tive muita certeza dos motivos. Simplesmente me toca e emociona desde criança. Apesar disso ela nunca entrou na minha playlist. E nesse mês, mais especificamente no PF, eu estava lendo um relato de parto, e lá estava a música tocando bem na hora que o bebê nasceu na manhã de um domingo (Para tudo! Imagina só que lindo!!! Imaginou??? Agora volta aqui). Passado o momento xororô, continuei checando os blogs que amo e cantarolando “Tu vens, tu vens...” e eis que uma tentante virou gestante. E qual a música do post?? Ãhn? Ãhn? “Tu vem chegando pra brincar no meu quintal”. Não pode! Aigzuis! Musica não saía da cabeça e indo pra casa, DOIS amigos meus nada a ver com a história toda me mandam um vídeo da mesma música interpretada por outro carinha (desculpa aí, esqueci quem era porque quase tive um ataque). E desde então eu coloquei a bendita música na playlist e escuto sem parar dia e noite, noite e dia. Repito: amo essa musica, feijãozinho vai amar essa música, e futuro papai vai ter que engolir.
Então, com todos esses sinais da natureza, ontem eu estava cá com meus botões pensando: Humm, mês passado eu já tava toda trabalhada nos trolls, com enjoo, peita dolorida, cólica, chatenha, fiz até exame antes do atraso pra não surtar o namorido. Humm, esse mês não tenho nada, nenhum sintoma (eu me apalpando). E não é que só porque eu reparei comecei a sentir um enjoo descomunal, uma dor em todo meu abdômen, chamei o Hugo, me desfiz de toda a ceia da noite anterior, chorei e dormi como uma pedra. Hoje acordei dolorida ainda, mas já me liguei que não é nem troll, nem bebê. É alguma coisa que comi ou bebi (=P) e não me fez bem (descobri que a Coca-Cola está me fazendo mal).
Agora esse caso de não ser bebê, na verdade estou bastante confiante, apesar de não estar ansiosa. Sei que vou esperar até semana que vem tranquilamente, não vou fazer nenhum teste antes, me arrependi de não ter medido TB (de novo), mas ainda acho que posso esperar até fevereiro para me empenhar mais nesse sentido. Não sei o dia que ovulei, mas vi um projeto de egg entre terça e quarta-feira da semana passada 12DC e 13DC. Como não tenho nada mais útil para fazer, eu presumo que ter um ciclo lindo e minha ovulação é no 14DC (hahaha). Brincadeira! Não sei mesmo e não sinto nada além do mini muco que vi, mesmo bebendo muita água.
Sobre estar confiante, eu não sei por que nem de onde vem. Talvez por eu estar mais tranquila, ou por não ter treinado loucamente todos os dias, por estar me empoderando de mim mesma, me percebendo capaz de gestar e parir sozinha sem assistência no mar (sqn).
P.S: Esses dias eu estava pensando nessa historia de parir no mar, e perguntei pro namorido se era proibido, ele disse que devia ser porque suja o mar, claro que primeiro eu xinguei ele porque jogam tanta porcaria no mar que é mais fácil ele sujar meu bebe que o contrário, mas daí eu vi essa coisa linda aqui ó. E me empolguei toda no empoderamento e relação com a água.
P.SII: Um ano muito fértil para todas vocês, não deu pra fazer um post lindo de fim de ano, mas prometo um post lindo de início do terceiro ciclo.

Bjinhos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

E a tranquilidade!?

Gente, eu comecei a escrever esse post na terça-feira e esqueci, segue atualizado.
15DC
Existe TPF? (haha) Já vou adiantando que comecei a semana nada bem, tava desanimada, cansada com tudo.
Comecei a malhar há duas semanas, mas eu não gosto de academia, não gosto do ambiente, não gosto da música e me sinto numa câmara de tortura. Pra ajudar, engordei dois kg na primeira semana e isso me deixou bem desmotivada a continuar.
Então ontem (segunda-feira) eu fui pra casa bem tristinha, mantive esse ânimo na academia e voltando pra casa. Treinamos, mas pela primeira vez, eu não estava com vontade, desanimada total. Me sentindo mal porque está calor e eu fico inchada e irritada.
E foi assim que eu comecei esse post hoje de manhã (terça-feira).
Acontece que “a vida é uma caixinha de surpresas” e eu comecei a ler os blogs amigos, visitar alguns textos que eu tinha anotado aqui. E isso foi me alegrando um pouco, li um relato de parto natural, me emocionei e na hora me deu uma vontade incontrolável de fazer alguma coisa, eu nem sabia o quê! Mas como estava toda lacrimejante saí do escritório e fui dar um tempinho no banheiro e comecei a me alongar, e me senti tão conectada ao meu corpo. Logo vi o muquinho egg querendo aparecer e me deu ânimo, uma sensação de estar bem comigo.
Mesmo inchada, acima do peso e irritada meu corpo está funcionando perfeitamente bem, ele está colaborando e eu estava lutando contra isso, e eu sei que mesmo sendo chato, tudo que estou fazendo é uma preparação para gestar e parir o feijãozinho. Na hora me deu uma vontade de gritar: EU VOU PARIR! Rsrsrs
É junto com isso durante o almoço veio o assunto parto (trabalho com muitas mulheres) e uma colega foi categórica ao informar que com certeza vai agendar uma cesárea bonitinha porque não aguenta sentir dor. E eu numa felicidade só, lembrando do relato de parto e pensando, “é dor de vida, é dor de vida”, EU QUERO SENTIR!!!
Gente, to viajando demais? Muito fora da casinha? Help me!!!
Vou postar isso aqui amanhã porque, cara, eu acho que escrevi tudo errado (daí to postando só hoje).
Depois à tarde ouvi de novo isso da cesárea ser mais segura, mas não tive oportunidade de falar nada, fico triste em saber que as pessoas tomam decisões sem procurar informação, sem conhecer bem o seu corpo, ou o que realmente é melhor para si e seu bebê. E penso que de certa forma, estou fazendo a minha parte, estou compartilhando com as pessoas que me dão oportunidade de falar sobre o que estou aprendendo e isso tem sido muito legal. Talvez seja pouco, mas acredito no menino que jogava de volta para o mar uma conchinha de cada vez.
Hoje fui ler o post e vi que nem estava tão confuso assim, mas quando fico feliz parece que as palavras saem numa velocidade incontrolável e não consigo revisar depois.
Eu continuo feliz, e a depois da segunda-feira tensa a tranquilidade retorno por aqui. Se meu presentinho de Natal vier, só saberemos em 2014 mais precisamente no dia 2. To pensando se terei me arrependido por beber ou por não beber. :/
E por aí? Como estão as expectativas de fim de ano?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Meus sentimentos

Sou a mais nova das filhas da minha mãe (tenho um irmão caçula e uma irmã por parte de pai). A Taís tem 33 anos e um casal de filhos lindo, não sei quanto tempo ela levou para engravidar, mas sei que o primeiro ela planejou, e a segunda foi na troca do anticoncepcional (não que ela não quisesse, só não foi planejada). A Tamara tem 29 anos, mas apesar disso ela é a minha menina dos olhos. Com a mudança da Tais para outro Estado nos aproximamos muito, e eu sempre a vi como uma irmã mais nova, uma pessoa muito sensível ao passo que eu e Taís somos verdadeiras Shrek’s.
Há alguns anos a Tamara descobriu que caso não fique grávida logo, poderá ter problemas mais tarde e com isso ela decidiu engravidar. Eu nunca pensei em ter filhos, queria outras coisas, outros sonhos e metas.
Nos últimos três ou quatro anos a Tamara foi e voltou nisso de querer um filho. Ela vai tentando e parando, e eu nunca conversei de verdade com ela sobre esse assunto, sobre o porquê de essa decisão não ser uma constante. Desde que decidi tentar engravidar, um dos meus medos é engravidar antes dela, porque como não contei para ninguém as pessoas não somente tem certeza de que eu “estou me cuidando”, como eu sempre deixei bem claro que não queria filhos (pagando a língua; todos avisaram que ia acontecer; vá que as previsões vingam =X).
Pois é, enquanto você tem medo que sua irmã fique grávida antes de você, eu sou a irmã com medo de engravidar antes daquela que sempre quis. E ao mesmo tempo tenho muito medo de falar com ela e decepcioná-la, porque afinal eu nunca quis.
E agora, o que se faz? O que você gostaria que sua irmã fizesse?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Serenidade

7DC e a paz reina nos pampas.
Nas últimas semanas do primeiro ciclo a ansiedade estava tomando conta e eu já pensando em tudo o que faria para o próximo. Mas desde o início do mês estou tentando mudar de foco. E por enquanto tem dado certo (nos últimos três ou quatro dias - rsrsrs). Você passa a vida inteira contando os dias em conjuntos de 30, os meses em conjunto de doze, mas de repente nada disso tem importância, porque você precisa aprender a calcular a vida em ciclos, torcendo para começar logo a contar em semanas.
Como eu previa, meu primeiro ciclo teve exatos 28 dias. Não sei o dia que ovulei, porque fui aprendendo muitas coisas ao longo do ciclo, e não estava observando meu corpo. Já sei que não vou medir a TB tão cedo, mas pretendo observar o muco, afinal são tantas imagens lindas do Grupo no face que também quero ver o meu.
Acredito que meus ciclos sempre terão duas semanas mais tranquilas e preguiçosas, seguidas de duas semanas mais tensas (arrependida de não ter controlado tudo) e com o psicológico trollando a minha vida e do marido, sim porque o Ric é tão afetado quanto eu. Mas acredito que esse ciclo será mais tranquilo que o primeiro, tivemos uma conversa bem legal esses dias, e ele disse pra termos calma, citou que quando ele e a ex mulher decidiram tentar levou tres meses pra conseguir. E como estamos tocando outros planos paralelos acabamos conseguindo mudar o foco do nosso assunto diário.
Essa semana começamos a malhar juntos e tem sido bastante cansativo mas estamos criando uma rotina legal e que eu acho que vai funcionar muito bem para os dois.
Nesse final de semana tenho várias pendências para resolver, o que me leva a não pensar bobagem e seguir a vida tranquila.
Esse dezembro está muito estranho...