Desde que nos tornamos tentantes tínhamos algumas certezas do que queríamos/pretendíamos praticar com nosso bebê. Uma delas era o quarto compartilhado, com a mudança essa certeza só se confirmou afinal estamos morando em uma casa de um quarto.
No início da gravidez e com a mudança eu estava bem desanimada em preparar um cantinho para ela, porque ela dormiria conosco e nos primeiros meses não faria diferença nenhuma para ela. Porém com o tempo e o ócio da gestação senti essa necessidade de criar um espaço para Helena, um cantinho com as coisinhas dela, algo especial feito à mão, co carinho.
Um dos pré requisitos desse cantinho era que tivesse cara de criança, sem muito frufru, sem oferecer perigo a ela, e que agradasse aos olhos.
A cômoda foi reformada por uma prima, eu fiz o quadro com o nome dela em isopor e cobri as letras com linha de crochê, o móbile de coraçõezinhos foi presente da nossa fotógrafa. Eu ganhei 2 protetores de berço, mas optei por não usar pelo risco que apresentam e também porque achei feio e poluído. O material de higiene ficou sobre a cômoda, solto mesmo junto com algumas fraldas.
Eu fiquei feliz com o resultado e ficou bem útil, ela usou o berço nos primeiros dias e logo puxamos pra nossa cama, mas fica uma margem de segurança com o berço ali ao lado.
Esse é o Cantinho da Helena, espero que gostem!
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terça-feira, 3 de março de 2015
segunda-feira, 14 de julho de 2014
O presente
Tenho sentido inspiração em escrever sobre outros assuntos, além dos acontecimentos que envolvem a gestação. São registros de acontecimentos internos, que vão além do nosso simples dia a dia. Eu aprendi, a um alto custo (crises de ansiedade, antidepressivos, terapia) a viver o momento presente. Sei que sou jovem para pensar que encontrei um modo de vida através da experiência, posso ter pouca, mas experiência é algo muito pessoal, individual. Não se compara, e não se mede em tempo, cada um de nós passa por aquilo que precisa, pelas consequências de suas próprias escolhas, pelas necessidades que criam o seu próprio crescimento.
É difícil estar focada no momento presente quando se está tentando. Queremos viver o sonho de ser mães, de gestar, carregar uma sementinha em nosso ventre. O que eu fiz? Investi em conhecer meu corpo, viver o período de tentativas, e assim eu bebi, fiz trilha, visitei cachoeiras, brindei, namorei, me exercitei. E foram quatro ciclos gostosos. Essa semana eu estava olhando o Diário da minha gestação (um caderno simples onde escrevo o que nos acontece e mensagens para nosso baby) e encontrei o dia em que escrevi esse post. Percebi que fevereiro foi um mês muito inspirado e tranquilo. No fundo, talvez eu soubesse que seria O Mês, ou não, apenas estivesse aprendendo a lidar com o fato de que eu era uma tentante e poderia ser a qualquer momento e minha vida não ia girar em torno disso.
Hoje enquanto gestante procuro viver intensamente cada segundo, ver a barriga crescendo, sentir as mexidas se multiplicando. Esses dias estava conversando com outra gestante e descobri que não sou a única que não me emociono em Ultrassons, e também não fico emocionada ao ouvir o coração nas consultas. Fico muito feliz, abro um sorrisão de orelha a orelha, fico com cara de retardada, é isso. Mas há momentos em que me emociono, e marido fica em pânico porque começo a chorar assim "do nada". E é assim mesmo, tem dias que é medo, mas em outros é simplesmente alegria por estar vivendo, alegria que transborda em lágrimas. Como diz uma amiga lá do face, me sinto uma gestante de segunda viagem. Só fiz mais de um US até agora por emergências, não tenho pressa nenhuma em saber o sexo ou o nome do baby, não comprei nenhuma peça do enxoval, nem tenho lista de enxoval, não fiz suplementação com vitaminas desnecessárias, fiz somente os exames necessários.
Enfim, estamos aqui. Vivendo cada dia do nosso presentinho, aproveitando para conversar até tarde, assistir filmes, sair na chuva, não ter rotina. Porque sabemos que muito muda quando um bebê chega, e claro que eu penso em como ele será, penso em como será quando ele chegar aqui, mas não é o foco. O foco está no agora, em viver a barriga, amar meu corpo se arredondando e criando novas curvas, me conectar com esse lindo ser que me habita. Isso tudo é fantástico!
É difícil estar focada no momento presente quando se está tentando. Queremos viver o sonho de ser mães, de gestar, carregar uma sementinha em nosso ventre. O que eu fiz? Investi em conhecer meu corpo, viver o período de tentativas, e assim eu bebi, fiz trilha, visitei cachoeiras, brindei, namorei, me exercitei. E foram quatro ciclos gostosos. Essa semana eu estava olhando o Diário da minha gestação (um caderno simples onde escrevo o que nos acontece e mensagens para nosso baby) e encontrei o dia em que escrevi esse post. Percebi que fevereiro foi um mês muito inspirado e tranquilo. No fundo, talvez eu soubesse que seria O Mês, ou não, apenas estivesse aprendendo a lidar com o fato de que eu era uma tentante e poderia ser a qualquer momento e minha vida não ia girar em torno disso.
Hoje enquanto gestante procuro viver intensamente cada segundo, ver a barriga crescendo, sentir as mexidas se multiplicando. Esses dias estava conversando com outra gestante e descobri que não sou a única que não me emociono em Ultrassons, e também não fico emocionada ao ouvir o coração nas consultas. Fico muito feliz, abro um sorrisão de orelha a orelha, fico com cara de retardada, é isso. Mas há momentos em que me emociono, e marido fica em pânico porque começo a chorar assim "do nada". E é assim mesmo, tem dias que é medo, mas em outros é simplesmente alegria por estar vivendo, alegria que transborda em lágrimas. Como diz uma amiga lá do face, me sinto uma gestante de segunda viagem. Só fiz mais de um US até agora por emergências, não tenho pressa nenhuma em saber o sexo ou o nome do baby, não comprei nenhuma peça do enxoval, nem tenho lista de enxoval, não fiz suplementação com vitaminas desnecessárias, fiz somente os exames necessários.
Enfim, estamos aqui. Vivendo cada dia do nosso presentinho, aproveitando para conversar até tarde, assistir filmes, sair na chuva, não ter rotina. Porque sabemos que muito muda quando um bebê chega, e claro que eu penso em como ele será, penso em como será quando ele chegar aqui, mas não é o foco. O foco está no agora, em viver a barriga, amar meu corpo se arredondando e criando novas curvas, me conectar com esse lindo ser que me habita. Isso tudo é fantástico!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
18º semana
Meus posts seguem um pouco atrasados, ainda estamos com aquele entrave básico na conexão.
E não é que depois do post da semana passada passamos por um susto? Na noite de quarta para quinta-feira tive um sangramento pós relação. A princípio decidi não ir ao Hospital pois foi pouco e eu estava me sentindo bem, acabei não indo a Roda de Gestantes e fiquei em casa em repouso. Durante o dia pensei melhor e para não ficar repousando até sei lá quando sem necessidade e acabar com nossas dúvidas, fomos ao Hospital Universitário na sexta-feira.
O atendimento mais uma vez foi nota 10, esperamos cerca de uma hora para ser atendidos, marido entrou junto e o médico foi muito atencioso, fez perguntas para nós dois (odeio quando ele fingem que o marido não tá lá), me examinou e não conseguimos ouvir o <3 (ele me cutucou demais no exame). Fomos então para a US e lá estava noss@ gordinh@. Não deu pra ver o sexo, porque de tanto que foi apertado o baby tava bem escondido, de costas e pernas cruzadas (super encolhido), mas vimos o coração e ele estava muito bem. Acabou susto, volta vida normal sem nenhuma restrição.
Quanto aos sintomas, estão quase desaparecidos. Esses dias estava caminhando e me dei conta de que não estava sentindo nenhum incômodo, só coisas boas. E para quem já estava nervosa que não sentia o baby mexer (apesar de saber que el@ mexe pra caramba), eis que ontem o bichinho resolveu dar o ar da graça? Passamos o dia todo sentindo ondas que vinham e iam, delicioso.
Sobre os nomes, acredito que estejam decididos. Será Pedro ou Júlia (se eu não mudar de ideia), pela primeira vez tenho uma certeza que talvez seja um desses mesmo. Gostamos de nomes simples e curtos, sem estrangeirismos e etc. E depois de uma semana com alguns sinais, estamos bem inclinados a um deles (contarei assim que souber).
Ainda não pensamos em enxoval, mas já estou montando a biblioteca do baby, e lendo bastante pra el@. Amo contos que fogem do padrão convencional e se eu puder, só lerei esse tipo de histórias por um bom tempo. Compramos esse aqui e achei muito bacana e engraçado.
Pra encerrar, teve Copa, teve Dia dos Namorados e comemoramos muito, porque gestar é maravilhoso e comemorar é tudo de bom.
Não fizemos nada de especial, mas ultimamente especial tem sido estar juntos a cada dia. Costumo dizer que não sou uma pessoa romântica, não temos um relacionamento meloso e não somos de grandes declarações. Aprendi a comemorar pequenas coisas, posso ter um marido que não faz surpresas e concordamos em não trocar presentes em "datas comemorativas" porque nossa felicidade está em cada dia, em cada detalhe. Desde o momento em que ele me acorda para me dar um beijinho quando sai pra trabalhar a roupa passada ou uma louça que lavamos juntos. Aprendemos a ser um só, uma equipe e mesmo que ele trabalhe fora e eu não, a casa é nossa e as responsabilidades sobre tudo são nossas também.
E não é que depois do post da semana passada passamos por um susto? Na noite de quarta para quinta-feira tive um sangramento pós relação. A princípio decidi não ir ao Hospital pois foi pouco e eu estava me sentindo bem, acabei não indo a Roda de Gestantes e fiquei em casa em repouso. Durante o dia pensei melhor e para não ficar repousando até sei lá quando sem necessidade e acabar com nossas dúvidas, fomos ao Hospital Universitário na sexta-feira.
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| Amei essa imagem! |
Quanto aos sintomas, estão quase desaparecidos. Esses dias estava caminhando e me dei conta de que não estava sentindo nenhum incômodo, só coisas boas. E para quem já estava nervosa que não sentia o baby mexer (apesar de saber que el@ mexe pra caramba), eis que ontem o bichinho resolveu dar o ar da graça? Passamos o dia todo sentindo ondas que vinham e iam, delicioso.
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| As ilustrações são deliciosas |
Ainda não pensamos em enxoval, mas já estou montando a biblioteca do baby, e lendo bastante pra el@. Amo contos que fogem do padrão convencional e se eu puder, só lerei esse tipo de histórias por um bom tempo. Compramos esse aqui e achei muito bacana e engraçado.
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| Uma princesa surpreendente |
Pra encerrar, teve Copa, teve Dia dos Namorados e comemoramos muito, porque gestar é maravilhoso e comemorar é tudo de bom.
Não fizemos nada de especial, mas ultimamente especial tem sido estar juntos a cada dia. Costumo dizer que não sou uma pessoa romântica, não temos um relacionamento meloso e não somos de grandes declarações. Aprendi a comemorar pequenas coisas, posso ter um marido que não faz surpresas e concordamos em não trocar presentes em "datas comemorativas" porque nossa felicidade está em cada dia, em cada detalhe. Desde o momento em que ele me acorda para me dar um beijinho quando sai pra trabalhar a roupa passada ou uma louça que lavamos juntos. Aprendemos a ser um só, uma equipe e mesmo que ele trabalhe fora e eu não, a casa é nossa e as responsabilidades sobre tudo são nossas também.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
15° semana
Seguimos semi ausentes por falta de conexão externa, já que a interna tá 100%.
Vamos então aos acontecimentos da última semana. Os desconfortos seguem por aqui, tive que pegar ônibus para participar da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento e o resultado não foi nada bacana. A partir de hoje, só pego ônibus se for extremamente necessário (ou seja, para todos os eventos locais relacionados a parto/maternagem).
Falando no evento maravilhoso que tivemos aqui na semana passada, foi tudo de bom! Marido participou, ficou todo cheio de si falando que já sabia de todas aquelas informações. Mas para mim serviu para conhecer a realidade local aqui de Floripa, ver que existe a possibilidade de um parto respeitoso pelo SUS, conhecer muita gente bacana, trocar ideias, informações. Enfim, a troca foi intensa e interessante.
Finalmente encontramos uma casinha pra chamar de nossa, já estamos instalados mas ainda sem acesso à civilização (hehe), e super conectados e em sintonia com o baby, conosco mesmos, tudo evoluindo lindamente.
Além dos enjoos, continuamos com todos os outros incômodos. Tem dias que eu choro, quero que tudo isso passe logo, me pergunto porque só acontece comigo, fico incomodada e chateada mesmo. Mas logo dedico um tempinho a me ouvir, entender meu corpo e perceber por quantas mudanças estamos (eu e bebê) passando e como precisamos de compreensão e paciência. Esses dois dons, marido tem de sobra e tem sido muito legal com a gente nesses momentos.
Conversamos novamente com a parteira e decidimos que faremos todo o possível pelo PD, porém sem surtar. Sabemos que existe uma opção bacana aqui, mas desejamos muito um PD, e lutaremos por isso. Estamos investindo na nossa sintonia com a equipe também, apesar da distância, estamos nos mantendo próximas e o apoio e positividade delas tem sido fundamental.
Em uma das rodas de conversa da semana passada falamos sobre o bullying sofrido por nós, gestantes que optam por um pré natal e parto mais conscientes. Ao contrário do que as pessoas pensam, estou tranquila e feliz por saber que farei só mais uma US durante a gestação, estou sem nenhuma pressa de descobrir o sexo do bebê, e não temos nenhum nome em vista para nenhum sexo. Temos cinco peças de roupa que ganhamos e não pretendemos "montar" um super enxoval. Não tenho vontade de ver ou ouvir o bebê o tempo todo e só estou ansiosa para senti-lo mexer. Eu falo com el@ e @ sinto o tempo todo, sei que tudo está bem e estamos caminhando juntos.
Eu olho pra trás e percebo o quanto esses meses estão sendo maravilhosos a abençoados e estou muito satisfeita com tudo isso. Eu não sou a mesma pessoa que era em outubro do ano passado, quando decidimos que era a hora de ter um bebê, eu mudei, eu cresci e passei a defender ideais que nem fazia ideia que existiam. E hoje, sempre que alguém me procura com dúvidas, fico muito feliz em saber e ter informação para responder.
Esses poucos meses me tornaram mais madura, mais adulta e muito mais pensativa sobre tudo e sensível a tudo. É fantástico pensar que tudo isso poderia ser muito diferente, mas está sendo dessa forma e existe uma razão para isso. Não havia nada e de repente há uma vida que cresce a cada dia, pra mim isso é tão inexplicável.
Vamos então aos acontecimentos da última semana. Os desconfortos seguem por aqui, tive que pegar ônibus para participar da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento e o resultado não foi nada bacana. A partir de hoje, só pego ônibus se for extremamente necessário (ou seja, para todos os eventos locais relacionados a parto/maternagem).
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| Roda de conversa com o grupo Mama Flora |
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| Bênção do útero - chorei litros - eu to lá atrás de blusa laranja |
Falando no evento maravilhoso que tivemos aqui na semana passada, foi tudo de bom! Marido participou, ficou todo cheio de si falando que já sabia de todas aquelas informações. Mas para mim serviu para conhecer a realidade local aqui de Floripa, ver que existe a possibilidade de um parto respeitoso pelo SUS, conhecer muita gente bacana, trocar ideias, informações. Enfim, a troca foi intensa e interessante.
Finalmente encontramos uma casinha pra chamar de nossa, já estamos instalados mas ainda sem acesso à civilização (hehe), e super conectados e em sintonia com o baby, conosco mesmos, tudo evoluindo lindamente.
Além dos enjoos, continuamos com todos os outros incômodos. Tem dias que eu choro, quero que tudo isso passe logo, me pergunto porque só acontece comigo, fico incomodada e chateada mesmo. Mas logo dedico um tempinho a me ouvir, entender meu corpo e perceber por quantas mudanças estamos (eu e bebê) passando e como precisamos de compreensão e paciência. Esses dois dons, marido tem de sobra e tem sido muito legal com a gente nesses momentos.
Conversamos novamente com a parteira e decidimos que faremos todo o possível pelo PD, porém sem surtar. Sabemos que existe uma opção bacana aqui, mas desejamos muito um PD, e lutaremos por isso. Estamos investindo na nossa sintonia com a equipe também, apesar da distância, estamos nos mantendo próximas e o apoio e positividade delas tem sido fundamental.
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| Cresce e cresce |
Eu olho pra trás e percebo o quanto esses meses estão sendo maravilhosos a abençoados e estou muito satisfeita com tudo isso. Eu não sou a mesma pessoa que era em outubro do ano passado, quando decidimos que era a hora de ter um bebê, eu mudei, eu cresci e passei a defender ideais que nem fazia ideia que existiam. E hoje, sempre que alguém me procura com dúvidas, fico muito feliz em saber e ter informação para responder.
Esses poucos meses me tornaram mais madura, mais adulta e muito mais pensativa sobre tudo e sensível a tudo. É fantástico pensar que tudo isso poderia ser muito diferente, mas está sendo dessa forma e existe uma razão para isso. Não havia nada e de repente há uma vida que cresce a cada dia, pra mim isso é tão inexplicável.
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